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PIB do RS tem alta de 4% no primeiro trimestre de 2021PIB do RS tem alta de 4% no primeiro trimestre de 2021

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Publicado em 10/06/2021, Por Jornal do Comércio

A economia do Rio Grande do Sul manteve no primeiro trimestre de 2021 a trajetória de alta e registrou crescimento de 4,0% na comparação com os últimos três meses de 2020. O resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) no período foi puxado pelos desempenhos da Agropecuária (+35,7%) e da Indústria (+3,8%), enquanto o setor de Serviços teve variação positiva de 0,4%. O PIB no Estado subiu mais do que o do Brasil, que entre janeiro e março teve um desempenho de 1,2% na mesma base de comparação.

Os resultados do PIB do RS foram divulgados em videoconferência nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG). Na Indústria, o segmento com a maior taxa de crescimento foi o de Eletricidade e gás, água e limpeza urbana (11,1%), seguido da Indústria de transformação (+4,7%), a mais representativa indústria do Rio Grande do Sul, e da Indústria extrativa mineral (+1,4%). Nos Serviços, cinco das sete atividades registraram alta, com destaque para o segmento de Intermediação financeira e seguros (+3,0%), Serviços de informação (+1,7%) e Outros serviços (+0,6%).

Quando a base de comparação é o mesmo período de 2020, a alta na economia do Estado no primeiro trimestre chegou a 5,5%, desempenho também superior ao registrado no País (+1,0%). “Em 2020 tivemos o impacto da estiagem no primeiro trimestre e, a partir de março, a pandemia afetou todos os setores de forma muito intensa. A sequência de três altas seguidas do PIB na comparação com os trimestres anteriores demonstra uma tendência de recuperação efetiva da atividade econômica no Rio Grande do Sul”, afirma a pesquisadora do DEE/SPGG e coordenadora da Divisão de Análise Econômica, Vanessa Sulzbach.

  1º tri 2021 x 1º tri 2020

  Na comparação com o mesmo trimestre de 2020, a recuperação da Agropecuária, que sofreu com os impactos da forte estiagem no começo do ano passado, está entre os destaques. O setor apresentou variação positiva de 42,2%, fruto do aumento da produção nas culturas de soja (+74,0%), uva (+29,2%), fumo (+20,6%) e milho (+5,2%). Entre as principais culturas agrícolas do Estado, o arroz apresentou resultado semelhante ao do ano anterior (-0,8%).

Na Indústria, a alta em relação a igual período de 2020 foi de 10,5%, acima do avanço de 3,0% no Brasil. Entre as atividades do setor, o principal ganho foi na Indústria de transformação (+15,3%), que teve nos segmentos de Máquinas e equipamentos (+55,9%), Produtos de metal (+33,8%), Produtos do fumo (+29,5%) e Móveis (+22,5%) os percentuais de alta mais elevados. Ainda na Indústria de transformação, as atividades ligadas aos Produtos derivados de petróleo (-6,7%), veículos automotores (-5,2%) e produtos alimentícios (-1,3%) tiveram desempenho negativo.

O setor de Serviços foi o único a registrar queda na comparação com os três primeiros meses do ano passado (-2,4%), abaixo do resultado nacional (-0,8%). Os desempenhos de Outros serviços (-5,9%) e do Comércio (-2,0%) puxaram a baixa, enquanto os Serviços de informação (+2,9%), as Atividades imobiliárias (+1,8%) e Intermediação financeira e seguros (+1,6%) minimizaram a queda geral.

Considerando apenas o Comércio, duas das 10 atividades apresentaram crescimento: Material de construção (+24,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,8%). Os demais segmentos registraram queda, entre eles o de Hipermercados e supermercados (-6,9%), Combustíveis e lubrificantes (-22,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-51,1%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-33,7%).

(FOTO: COTRIJAL/JORNAL DO COMÉRCIO)





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