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Estudante gaúcha conquista prêmio em feira de ciências na ChinaEstudante gaúcha conquista prêmio em feira de ciências na China

Publicado em 30/07/2019, Por G1/RS

Uma estudante de Novo Hamburgo ganhou o 3º lugar em uma feira de ciências na China, na última semana. Giovana Berti Mantovani, de 18 anos, é aluna do curso técnico de Química, da Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, e apresentou um projeto sobre aplicação de uma substância em tratamentos de quimioterapia.

Durante três dias, ela pôde dividir suas descobertas com o público da feira, além de participar de outras atividades do evento.

Giovana conta que não considerava "impossível" ficar no pódio da premiação. "Outros brasileiros já haviam sido premiados nessa feira, em anos anteriores, e eu tinha bastante confiança no meu projeto", comenta.

"Ao mesmo tempo, tinha noção de que, por se tratar de uma grande feira de ciências internacional, o nível da competição era mais alto do que o que eu estava acostumada, que eu estaria concorrendo com projetos muito bons e bens desenvolvidos", diz a estudante.

Única representante do Brasil no China Adolescents Science & Technology Innovation Contest (Castic), realizado em Macau, Giovana conquistou a participação no evento após ganhar a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), no ano passado.

O estudo foi o projeto de conclusão de Giovana no curso técnico. Antes do Castic, a estudante já havia participado da Olimpíada Internacional de Matemática de Singapura, em 2018, após se classificar pelas Olimpíadas de Matemática do Brasil.

 

A pesquisa

Giovana investigou a ação de uma substância, derivada da natureza, e usada comumente em processos de transplante de órgãos.

"A pesquisa aborda um uso diferente para uma substância chamada ACABI. Quando olhamos para a molécula do ACABI, podemos perceber grupos funcionais em comum com outras substâncias já estudadas para tratamento de câncer. Entretanto, o ACABI nunca foi testado para essa finalidade, e foi isso que eu fiz", comenta a estudante.

Os testes mostraram que o ACABI atacou as células tumorais sem causar dano às células sadias.

"Para todos os tipos de tumores testados e situações, os resultados foram muito positivos. Além disso, por se tratar de um produto que já possui uma aplicação médica, torna-se mais fácil introduzi-lo em outra aplicação também relacionada à saúde", descreve Giovana.

Agora, a estudante se prepara para ingressar em algum curso da área da saúde para dar prosseguimento ao estudo.

 

(FOTO: LUIS EDUARDO SELBACH/LIBERATO SALZANO)




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