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É possível evitar o estresse nas eleiçõesÉ possível evitar o estresse nas eleições

Publicado em 15/10/2018, Por Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR e representante brasileira na Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria – Gaúcha ZH

Agressividade, pessimismo e ansiedade têm caracterizado as eleições este ano no Brasil. Lembra o duelo entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump na eleição americana, em 2016. A retórica agressiva dos candidatos gerou um estresse eleitoral, que se diferenciou das campanhas anteriores pela maneira como afetou a saúde da população.

Para nós brasileiros, o diferencial tem sido a violência, o ódio e a polarização da escolha. As redes sociais e a proliferação de fake news, a falta de informação sobre temas importantes, as eventuais declarações polêmicas dos candidatos têm aumentado de forma significante o nível de estresse, principalmente, dos eleitores entre 25 e 30 anos e acima dos 50.

Observa-se um aumento nas queixas de problemas do sono, dores musculares, preocupação e ansiedade. Além disso, por acharem que nenhum dos dois candidatos os representam, alguns eleitores se sentem culpados quando avaliam o voto nulo ou em branco. Alguns relatam aumento no consumo de bebidas alcoólicas e medicamentos para se anestesiarem.

No decorrer das próximas semanas, algumas dicas poderão deter a escalada do estresse eleitoral: limitar a exposição às notícias e às redes sociais, procurar a opinião de profissionais que tenham como objetivo informar e não influenciar o leitor; evitar discussões sobre política com pessoas radicais; manter-se ocupado com atividades gratificantes; controlar o desejo de antecipar o resultado da eleição, restringir o consumo de álcool, automedicação e bebidas cafeinadas e manter-se focado no momento presente.

Lembrando que a catástrofe prevista com a eleição do presidente Trump não ocorreu. Hoje ele é aceito pela maioria do povo, inclusive por 55% dos brasileiros (ZH, 13 e 14/10). Quem sabe o mesmo poderá ocorrer no Brasil com a eleição do próximo representante? Independentemente do resultado, a vida continuará e, em quatro anos, teremos a chance de eleger um novo presidente. No meio tempo, vamos cuidar do nosso estilo de vida e da nossa saúde para que cheguemos lá com muita energia e motivação.




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